Tronco da bananeira pode melhorar a renda familiar
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O Senar Minas – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural tem inovado nos últimos anos com alternativas importantes que unem o trabalho de reciclagem com a melhoria na renda familiar.
Alguns cursos na área de Promoção Social acabam se tornando alternativas até mesmo de tratamento, como o caso da depressão citada como exemplo pelo Instrutor do Senar, João da Mata. “No Norte de Minas uma mulher com depressão iniciou o curso e ficava de cabeça baixa e não falava com ninguém, e já no terceiro dia já estava alegre, sorrindo, batendo papo com os demais colegas e isso mexeu com todos no curso”, disse João da Mata.
“No ano passado aprendemos a fazer muitas coisas da banana, cultura que está ganhando espaço no Pontal de Minas e agora estamos aprendendo que tudo se aproveita , desde o fruto até o tronco”, disse Luzia Tavares, da região da Grama, município de Capinópolis.
O curso de “Artesanato de Materiais Recicláveis (Fibra de Bananeira)” em parceria do Senar com o Sindicato de Produtores Rurais de Capinópolis acontece na sede da APHOC – Associação dos Produtores de Hortifrutigranjeiros de Capinópolis e Região.
No curso os alunos aprendem a fabricar brinquedos, peças pequenas decorativas, enfeites, peças utilitárias e até móveis bem mais resistentes que alguns de madeiras.
Tudo é reciclado, e são montados esqueletos tirando lixos das ruas como garrafas pets, jornais, e até mesmo móveis velhos que podem ser restaurados com a fibra. “Hoje o artesão pode fazer um papel de parede a partir dessa fibra”, disse João da Mata.
Outras fibras também podem ser usadas na produção artesanal, como o caso do café, cana-de-açúcar, tabu e milho. “Isso é inovação, temos que proteger o meio ambiente, e quanto menos se jogar fora, melhor será para a natureza e hoje estamos mostrando que além do fruto, e da casca da banana utilizada para produção, o tronco também vira matéria prima para melhorar a renda familiar. Existem exemplos que as pessoas aprendiam a fazer tricô e crochê, mas não tinham dinheiro para comprar as linhas, e como alternativa aprenderam a fabricar o fio a partir da fibra de bananeira e começaram a ganhar dinheiro”, concluiu o Instrutor.










